Brentford Segura o Tottenham e Mira Voo Alto Contra o Brighton na Premier League

O Brentford continua provando que não é apenas uma surpresa passageira nesta temporada da Premier League. No dia primeiro de janeiro, jogando diante de sua torcida no Gtech Community Stadium, os donos da casa travaram um duelo intenso e bastante tático contra o Tottenham, que terminou em um empate sem gols. Apesar do placar zerado, a partida esteve longe de ser monótona. A equipe mandante mostrou maturidade ao dominar a posse de bola com quase 56%, controlando boa parte do ritmo de jogo e frustrando as investidas de uma das equipes mais perigosas de Londres.

Duelo Físico e Chances Desperdiçadas

Durante os 90 minutos, o que se viu foi um embate de força e resistência, marcado por fortes divididas e atuações defensivas sólidas. O Tottenham tentou furar o bloqueio principalmente através das jogadas de Mohammed Kudus e do brasileiro Richarlison. O atacante chegou a ter uma finalização perigosa defendida já nos acréscimos da segunda etapa, enquanto Kudus esbarrou repetidamente na barreira defensiva armada pelos mandantes. Do outro lado, o Brentford respondeu com investidas rápidas de Igor Thiago e finalizações de Yehor Yarmoliuk, que obrigaram a defesa adversária a se desdobrar. O clima de tensão no gramado rendeu cartões amarelos para Jordan Henderson pelo lado do Brentford, e para Guglielmo Vicario e João Palhinha pelos Spurs, evidenciando a pegada forte do confronto.

A Revolução Sob o Comando de Keith Andrews

Esse ponto somado contra um gigante do futebol inglês reflete perfeitamente a grande fase vivida pelo Brentford, que se transformou em um verdadeiro candidato a vagas em competições europeias. Após uma mudança significativa no comando técnico durante o verão, Keith Andrews assumiu a equipe no lugar de Thomas Frank e realizou uma transição impecável. Muitos analistas apostavam que o clube brigaria contra o rebaixamento, mas a realidade é totalmente oposta. Atualmente na sétima posição, a equipe persegue de perto potências como Liverpool e Manchester United. O momento é de extrema confiança, refletido nos 20 pontos conquistados nas últimas dez rodadas do campeonato e embalado por uma classificação recente na Copa da Inglaterra sobre o Macclesfield. Uma das grandes armas do sistema de Andrews tem sido a jogada de arremesso lateral na área, artifício que já rendeu dez gols nas últimas duas temporadas, uma marca inigualável na liga atual.

O Desafio Contra as Gaivotas

O foco da equipe agora muda rapidamente para o confronto deste sábado à tarde, novamente no Gtech Community Stadium, contra um Brighton & Hove Albion que vive uma crise profunda. O cenário atual contrasta drasticamente com o mês de novembro, quando o Brighton venceu o primeiro encontro entre as equipes por 2 a 1. De lá para cá, as coisas desandaram e o time despencou para o modesto 14º lugar na tabela. Sob o comando do cada vez mais pressionado Fabian Hurzeler, as “Gaivotas” ostentam o pior desempenho da liga desde dezembro, somando apenas uma vitória isolada contra o Burnley. A situação técnica e emocional ficou ainda mais delicada após a dura eliminação por 3 a 0 para o Liverpool na Copa da Inglaterra no último fim de semana.

Hurzeler sabe que o tempo está passando e já admitiu publicamente que seus jogadores precisam reagir no gramado em vez de sentirem pena de si mesmos. Os números ofensivos do Brighton justificam a preocupação do treinador. A equipe registra hoje as piores médias de finalizações e toques na área adversária das últimas temporadas e vem de duas derrotas amargas na liga pelo placar mínimo de 1 a 0. Para o Brentford, o jogo de sábado representa uma oportunidade de ouro. Se mantiverem a solidez defensiva apresentada contra o Tottenham e a agressividade ofensiva característica da atual campanha, os donos da casa têm tudo para vencer o Brighton em seus domínios duas vezes seguidas, feito que não acontece desde 2007, e continuar sonhando acordado com voos continentais.